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“Para você ser algo na vida, primeiro deve se achar capaz de sê-lo”

“Num certo lugarejo, as pessoas ficaram admiradas com a mudança repentina no comportamento de um fazendeiro muito conhecido na região em que morava. As dificuldades pelas quais passava eram tantas que não conseguia ter esperanças de manter a pequena fazenda. E a maioria das pessoas duvidava de que ele venceria tais dificuldades. Por isso, todos se perguntavam a razão da sua mudança de postura e serenidade. Não resistindo à curiosidade, um de seus vizinhos perguntou-lhe o que havia acontecido. E o fazendeiro respondeu-lhe que havia aprendido uma grande lição com um de seus cavalos. Ele possuía alguns cavalos e eles eram muito importantes no trabalho da fazenda. Numa manhã, o capataz procurou-o aflito, dizendo-lhe que um dos cavalos havia caído num poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirá-lo de lá. O fazendeiro foi imediatamente até o local do acidente e avaliou a situação, certificando-se de que o animal não havia se machucado. Mas, por mais que pensasse, não conseguia encontrar uma saída. Ele não tinha dinheiro para investir em um resgate. Com muito pesar, tomou a difícil decisão de sacrificar o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo. Assim, o capataz e os demais empregados começaram a lançar terra dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo. Mas, para surpresa de todos, o animal começou a reagir. E, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo. Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que, finalmente, conseguiu sair ! A atitude do cavalo o fez refletir sobre sua postura derrotista. E, a partir desse dia, jurou que jamais perderia as esperanças no futuro e se lembraria sempre da lição que o cavalo havia lhe ensinado. “


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(( trilha sonora motivadora ))

Recebi email com uma lista das músicas motivadoras da minha xará Roberta / RJ.
Agradeço a colaboração e repasso para todos a mensagem com as dicas.

Vou procurar por essas músicas, porque a maioria não conheço.
ADORO receber mensagens, escrevam sempre :)

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Minhas músicas motivadoras:
I'm like a bird - Nelly Furtado
Mr. Jones - Counting Crows
Algumas dos Filmes Shrek I, II, III:

"All Star"
(1999)
Escrita por Greg Camp
Interpretada por Smash Mouth

"Hallelujah"
(1985)
Escrita por Leonard Cohen
Interpretada por John Cale

"I'm a Believer"
(1966)
Letra e Música por Neil Diamond
Interpretada por Smash Mouth

"Best Years Of Our Lives"
Escrita por David Jaymes e Geoff Deane
Interpretada por Baha Men

"Livin' La Vida Loca"
Escrita por Desmond Child & Robi Rosa
Interpretada por Eddie Murphy & Antonio Banderas

"Accidentally in Love"
Escrita por Adam Duritz, Dan Vickrey, David Immergluck, Matthew Malley & David Bryson
Interpretada por Counting Crows


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Frase do dia (e para sempre!)

“Fracassar não é cair, é se recusar a levantar.”

Provérbio chinês


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Filmes motivadores

Recebi a indicação do filme INVENCÍVEL, da Disney, para ser incluído na lista de filmes motivadores.

Agradeço a colaboração e aproveito para colocar aqui um pouquinho da história de cada um dos indicados.


SINOPSE: INVENCÍVEL (ainda não assisti) - nota 9,3 no site E-pipoca

Típica produção familiar da Disney que conta um drama no mundos dos esportes. Mark Wahlberg é Vince Papale, no papel de um fã do time de futebol americano Philadelphia Eagles, que divide seu tempo como auxiliar técnico e bartender. Quando o Eagles decide fazer um teste para novos jogadores, a população não acredita que surgirá alguém de qualidade. Mas o próprio Papale se inscreve. Além de todos se surpreenderem, o jovem realiza seu antigo sonho.

SINOPSE: À PROCURA DA FELICIDADE (assisti e adorei) - nota 9,3 no site E-pipoca

Vendedor esforçado e trabalhador (Will Smith) consegue a custódia do filho (Jaden Smith) tão logo sua vida profissional começa a ficar equilibrada. Jaden Smith, estreando no cinema, é mesmo filho de Will com a atriz Jada Pinkett Smith.

Esse aqui é uma lição de vida. A história é verídica, o que acaba dando mais certeza de que É POSSÍVEL superar os desafios.


SINOPSE: HOMENS DE HONRA (assisti e adorei) - nota 9,2 no site E-pipoca

Filme baseado na história real de Carl Brashear, primeiro mergulhador negro da marinha norte-americana.

Mais uma história de superação, daquelas que nos faz acreditar que vale a pena lutar contra tudo e todos e não deixar que os outros nos digam até onde podemos ir.

SINOPSE: O TRIUNFO (ainda não assisti) - nota 9,7 no site E-pipoca

Matthew Perry é um jovem professor impaciente, porém talentoso, que deixa sua casa na zona rural da Carolina do Norte para se aventurar a dar aulas nas escolas de Nova York. Enquanto luta para manter seu otimismo ao se defrontar com um obstáculo após o outro, ele desistirá de tudo para retornar à sua casa com o rabo entre as pernas, ou realizará sua ambição e transformá o futuro de alguns dos mais difíceis e vulneráveis garotos da cidade.

Não sei porque ainda não assisti esse filme. Recebi a indicação, coloquei no blog e acabei "esquecendo". Irei assisti-lo em breve, com toda certeza.

SINOPSE: ROCKY BALBOA (assisti e amei) - nota 9,6 no site E-pipoca

Rocky Balboa (Stallone) está aposentado há alguns anos. Mas quando suas finanças começam a secar, ele decide voltar aos ringues novamente. Primeiro Balboa enfrenta boxeadores inexpressivos, o que lhe garante alguns trocados; mas tudo pode mudar quando ele recebe uma oferta milionária para enfrentar o campeão peso-pesado Mason ''The Line'' Dixon.

Sou suspeitíssima para comentar sobre qualquer filme do Rocky. Sou fã desde criancinha.
Poderia incluir todos os filmes da série nessa lista.
Este foi destacado por ser a volta, a superação quando já estava desacreditado.


Envie suas sugestões.


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Frase do dia

"A diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de tempo e trabalho"

William Douglas


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Morador de rua passa em concurso para escriturário

 aplausos Matéria da CAPA do jornal Diário de Pernambuco de 20/06/2008

Do banco da praça para o Banco do Brasil // Morador de rua passa em concurso para escriturário

Acredite // Dormindo há 12 anos na rua, um homem passava os dias estudando sozinho e acabou passando no concurso do Banco do Brasil
Ubirajara Gomes da Silva, 27 anos, fugiu de casa aos 15 anos, quando cursava a 6ª série. Era vítima constante de agressões físicas e psicológicas. Desde então, vive nas ruas. Dorme em bancos de praças. Em 2001, resolveu voltar a estudar, freqüentar escolas públicas para ter acesso à merenda e poder comer para viver.
Hoje, Ubirajara Gomes da Silva deve começar a fazer os testes exigidos para ser contratado como escriturário pelo Banco do Brasil. São testes de saúde e uma entrevista que funciona como teste psicológico. Nele, Ubirajara terá que contar a sua vida. Até a madrugada de ontem, ele não sabia que história contaria. Tinha medo de contar a verdade. Uma verdade que ele mesmo considera inacreditável.
Há um ano, Ubirajara foi aprovado no concurso do Banco do Brasil. Ficou na 136ª colocação no Recife. Eram mais de 19 mil candidatos. Na última semana, finalmente, foi convocado para assumir o cargo. Porém, Ubirajara sequer tinha um documento. Nem a certidão de nascimento. Este homem praticamente não existia para a sociedade. Ele mesmo se sentia "invisível", talvez até "irreal". Isso explica porque durante a entrevista para esta reportagem, Ubiarajara perguntou várias vezes que impressão estava causando. "O que será que as pessoas vão pensar de mim?", questinava, com a insegurança de quem está se sentindo real pela primeira vez na vida.
Há 12 anos, Ubirajara da Silva mora pelas ruas do Recife.

A mentira
Ubirajara nunca conheceu seus pais. Foi abandonado dias depois do seu nascimento e cresceu em um orfanato. Lá, dormia com dezenas de outras crianças com histórias parecidas com a sua. Com sonhos iguais aos seus. Esperavam pelo milagre da adoção, talvez pelo arrependimento dos pais; por dias melhores. Até crescerem. Até descobrirem que esses tais dias melhores não viriam. Aos 18 anos era hora de deixar o orfanato e tentar a vida nas ruas. Na rua por onde todos passam, Ubirajara ficou. Uma história que se repete pelas esquinas, pelos bancos de praça, pelos viadutos de qualquer grande cidade. Uma história que - dentro da realidade social do país - poderia ser até considerada comum. Poderia,se não fosse a história de Ubirajara. Poderia, se fosse verdade.

A esquina
00h10. O jogo da seleção brasileira acabara havia poucos minutos e o fluxo de carros era um pouco maior do que o habitual paraum início de madrugada em uma das esquinas mais nobres do Recife, entre as rua das Pernambucanas e da Amizade, no bairro das Graças. Naquele horário, o único movimento era o dos carros. Dificilmente passaria alguém caminhando pela calçada. E era justamente por isso que Ubirajara estava ali. Naquela esquina, ele passaria a noite. Dormiria. Era o seu endereço. Sua casa. Há 12 anos, ele vive na rua. Era uma criança de 15 anos, perdida. Hoje é um homem de 27 que, finalmente, parece ter encontrado os tais "dias melhores".
Sentando no pequeno batente de uma farmácia que fica fechada entre as 22h e às 6h30, ele começa a contar a sua vida. "Minha história é inacreditável", adianta. Com razão. É tão inacreditável que ele costuma mentir sobre sua origem. Prefere contar para as pessoas a versão que abriu essa reportagem. O drama comum do menino abandonado que cresceu em um orfanato. "Conto isso porque sei que é uma versão mais fácil de ser aceita", confessa Ubiaraja.

Por quase duas horas, ele continuaria contando a sua verdadeira história. Uma espécie de conto de fadas moderno. Aparentemente uma das muitas histórias sobre a miséria de um país e as suas conseqüências trágicas na vida de uma pessoa, na desestruturação de famílias, nas distorções das formas de relacionamento.

O pedaço de papel
Um rato passou a alguns metros e logo desapareceu. Dois meninos vieram pela calçada com garrafas de cola em uma mão e um pedaço de madeira afiado em outra. Sumiram no escuro. A chuva começou a cair. Ubirajara encolheu as pernas e protegeu sua pasta entupida de papéis e suas duas sacolas de plástico. Numa delas, um pouco de comida. Na outra, alguns itens de higiene pessoal. Ele não tem sequer uma escova de dentes. Da pasta, tira um pedaço de papel com marcas de dobras. No alto da página branca, a marca do Banco do Brasil. Um pouco abaixo, o nome completo de Ubirajara e alguns números. Um deles era 136. A quele morador de rua encolhido no batente de uma farmácia havia sido o 136º colocado no concurso do Banco do Brasil.

A família
"Quem diria que aquele retardado seria funcionário do Banco do Brasil?", pergunta Ubirajara, em tom de orgulho. Realmente, ninguém jamais diria que um jovem que viveu 12 anos na rua conseguisse ser aprovado em um concurso público tão disputado. Concursos que se tornaram uma espécie de projeto de futuro para parte significativa da sociedade - alimentando uma verdadeira indústria de cursos preparatórios. Mas o "quem diria" de Ubirajara, na verdade, não era uma pergunta. Era uma resposta para alguns dos seus familiares. Pessoas que sumiram da sua vida desde o dia em que ele resolveu sair de casa. "Essa é a parte da minha história que eu queria esquecer".

00h40. Ubirajara está chorando. Pela primeira e única vez naquela madrugada. "O que eu realmente queria era ter tido minha mãe perto", diz enquanto passa a mão nos olhos vermelhos. O desabafo aconteceu enquanto ele contava a sua infância. Filho de uma garçonete com um PM exonerado, foi deixado de lado pelos dois. Mas não totalmente abandonado - como na história queescolheu contar. Na verdade, o menino foi criado na casa da sua avó materna, junto com mais quatro irmãos, em Paulista. Tinha uma condição de vida precária, mas digna. Pobre, não miserável. "Quando as pessoas sabem que eu tenho pai e mãe ficam revoltadas comigo por eu estar na rua. Me culpam. Ficam me julgando como se eu fosse um maluco ou um rebelde. Como se eu tivesse escolhido isso. Mas não é uma escolha. Você acha que eu não queria estar em uma cama agora?"

As primeiras noites na rua
Ubirajara relata constantes agressões físicas e psicológicas que sofria na casa da avó. De lá veio o termo "retardado", que ele não esquece. Aos 15 anos, costumava fugir de casa. Aos poucos, as fugas eram cada vez mais longas. Cada vez mais sem rumo. Longe de casa, sem dinheiro, começou a dormir pelos cantos. Primeiro, na Avenida Guararapes. Depois, na rampa do Hospital da Restauração. Ele resume essas noites em dois sentimentos: "medo e solidão". Sentimentos que parecem capazes de resumir as piores noites da vida de qualquer pessoa. No caso dele, não eram as piores. Eram todas.

A virada
Ubirajara estava na 6ª série quando saiu de casa. E, nos primeiros anos sem teto, o seu único objetivo era sobreviver. E não há exagero ou qualquer tom heróico nessa afirmação. A vida na rua tem suas regras. Suas leis. O cotidiano das calçadas não permite escolhas. Não permite pudores. Nem princípios. Não podemos esquecer que esta é, antes de mais nada, a história de um morador de rua. E, nesse ponto, por muito tempo, Ubirajara foi só mais um.

Um dos que pediam esmola, um dos que não cortavam o cabelo, dos que vestiam trapos, dos que sentiam fome, dos que precisavam fazer qualquer coisa para comer (neste caso, não se faz necessário detalhar o "qualquer coisa"). Violentado de todas as formas. Noites de culpa. Noites de dor.
Em 2001, o garoto decidiu voltar a estudar. Foi quando iniciou a reaproximação com os livros, as revistas e os jornais: "Tudo que parava na minha mão, eu sempre lia. Acho que esse foi o meu grande diferencial inclusive nos concursos". Estudando nas ruas, Ubirajara passou nas duas provas de supletivo e recebeu o diploma do ensino médio. Ainda assim, continuou freqüentando os colégios. Continua, aliás. Por um só motivo: as merendas.

Preguiçoso?
A reaproximação com os pais ou com a avó nunca aconteceu. Ubirajara manteve contato apenas com os irmãos. Todos tiveram uma vida mais digna. Casaram, formaram família, conseguiram emprego. Em mais de uma década de rua, Ubirajara se acostumou a ser chamado de "preguiçoso" e de "teimoso". "Minha teimosia é que fez com que eu não desistisse dos meus sonhos. Por mais que todo mundo me criticasse, eu continuei fazendo aquilo que eu acreditava", resume.
No ponto de táxi do Mercado da Madalena, onde Ubirajara "morou" por um bom tempo, os taxistas o definem como um "rapaz honesto, que vivia estudando, não gostava de trabalhar e tinha um jeito de abestalhado". Os dias de Ubirajara se resumiam a estudar. Às vezes, nas praças. Às vezes, em bibliotecas públicas. "Não tinha todos os livros, aí ia para a biblioteca, fazia rascunhos, copiava tudo e levava comigo esses papéis para todos os cantos", conta. Ainda leva, na verdade. A tal pasta dele é repleta de anotações. Todos os tipos. Desde a sua mínima contabilidade (vive com algo entre R$ 2 R$ 5 por dia) até um projeto completo para abrir um negócio próprio. "Quero ser nanoempresário. Menor do que micro", diverte-se.

O futuro
A prova do concurso para escriturário do Banco do Brasil tinha 150 questões. Ubirajara acertou 116. Foi o quinto concurso que fez. Havia passado em outros quatro, mas nunca havia sido chamado. No início da semana passada, soube da convocação pela internet - onde vive quase que uma "vida paralela". Tem perfil no Ortkut e participa de dezenas de fóruns "habitados" pelos "concurseiros". É conhecido nesse meio pelo apelido de "Maior Abandonado". Usa uma foto de Charles Chaplin. "Sou viciado. Procuro sempre lugares que tenham computadores públicos. Na internet, as diferenças diminuem, não me sinto distante de ninguém", conta, fazendouma analogia com a sua "invisibilidade" como morador de rua. "Estou aqui nessa esquina todas as noites? Ninguém vem aqui falar comigo. Você veio para me entrevistar. Mas você já tinha sequer me visto aqui?", questiona. A resposta, constrangida, foi "não".
E foi na internet, em um fórum de discussão para "concurseiros", que Ubirajara resolveu expor um drama que vinha lhe consumindo em silêncio desde o dia que soube da convocação. Tinha uma dívida de quase R$ 8 mil por empréstimos que fez há anos. E a regra em órgãos públicos é clara: para a contratação ser efetivada, o candidato não pode ter o nome no SPC ou Serasa. Bastou o relato triste para estimular uma verdadeira corrente de ajuda. Uma mobilização virtual que não demoraria para se tornar real. Um amigo que fez na internet se dispôs a pagar parte da sua dívida. Algo em torno de R$ 3 mil. O restante, o próprio Ubirajara pagará em 60 meses com o seu salário (R$ 954, mas que somando outros benefícios pode chegar quase a R$2.000). Dinheiro suficiente para revolucionar sua vida. Para que os seus sonhos, pela primeira vez, possam ser chamados de "planos".
"Minha vida é como a música de Cazuza: Dias sim, dias não... Vou sobrevivendo sem um arranhão. Da caridade de quem me detesta"

Fonte: http://www.pernambuco.com/diario/2008/06/20/urbana7_0.asp


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"Se continuarmos a fazer o que sempre fizemos,
vamos continuar a ter o que sempre tivemos."


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Por que você faz concurso público?

"Sucesso é encontrar aquilo que se tenciona ser e depois fazer o que é necessário para isso." Epicteto

Você já deve ter parado para se fazer esta pergunta. Ou alguém deve ter te questionado. Ou será que você acabou cedendo aos muitos "conselhos" que recebeu de que o melhor é ser servidor? Só não vai me dizer que caiu de pára-queda e nem sabe muito bem para onde está indo. (rs)

Cada um pode ter o seu motivo, e muitos podem ter o mesmo.

Acredito que o importante é saber qual é esse motivo (ou motivos) e acreditar nele(s), para que seja a sua motivação.

Que tal fazer a SUA "exposição de motivos"?
Pode envolver os motivos mais comuns: estabilidade, segurança
financeira, status etc. Só tem que ser uma exposição real e sincera.
Pense no que pode te dar prazer, porque ninguém aguenta tr abalhar o resto da vida em algo entendiante.
Anote todos os motivos que vieram à cabeça (é só você que está lendo). Depois, se quiser, corte alguns, foque nos principais.

auto-conhecimento (1)Quer ir à Europa? Comprar um carro ou uma casa? Oferecer mais oportunidades aos seus filhos? Fazer "aquele" tratamento de beleza?  Se sentirá realizado? Terá orgulho do seu cargo?

 

As opções são muitas, só, por favor, não inclua entre os motivos "trabalhar pouco", "não precisar se dedicar" ou qualquer coisa do gênero.

Eu acredito (confio que você também) que servidor público não é sinônimo de preguiçoso, incapaz, mal humorado etc.
Tais comportamentos não devem ser aceitos como padrão.
Se ainda existem, vamos mudar.
Cada um ajudando, fazendo a sua parte, sendo pró-ativo.
 

Aí, quando estiver meio confuso, com preguiça ou desanimado, poderá ler o que escreveu e confirmar se vale ou não a pena continuar neste árduo (e para a maioria) gratificante caminho rumo à aprovação.

Lembre-se e, não se sinta culpado, não é fácil para ninguém.

Mas é preciso dedicação e perseverança.

Preste atenção a quatro detalhes:

  1. O intervalo dado entre uma prova e a retomada do estudo pode fazer falta para o próximo concurso. Não se sinta de férias. Você não está! Espere para descansar após a aprovação.
  2. Quanto mais você estuda, mais acumula conhecimento e a preparação para um concurso é aproveitada para outro.
  3. Você pode não ter sido aprovado, mas outros foram e serão chamados. Estes provavelmente não estarão nos próximos concursos.
  4. A fila anda e a sua vez pode estar próxima, por isso, não desista, porque "só não passa quem desiste". Não defina um prazo, porque não depende só de você. Mas faça sua parte, dedique-se.

danuza_dez2005_mConfesso que estou em falta com a minha "exposição de motivos" e essa idéia surgiu justamente por achar que é disso que estou precisando para não me distanciar do meu foco principal.

 

Mãos à obra!


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Frase pós-prova

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"Persista. Caiu, levante-se. Não deu certo, tente de novo. Aprimore, evolua, melhore, desenvolva, mas nunca, jamais, desista!"


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Quanto tempo leva para ser aprovado?

Sei que de vez em quando bate um desânimo como se nada fosse suficiente para alcançar a aprovação. Isso é comum e faz parte do processo, assim como também faz parte um questionamento sincero sobre o que está sendo feito, de verdade, sem contar aquela preparação para o estudo que pode ocupar mais tempo do que o próprio estudo. Avalie seu estudo, a atenção e tempo que dedica a ele. Se não estiver satisfeito MUDE sem pensar muito. Simplifique! Organização é importante sim, mas não pode ser uma escravidão para não causar angústia. Por tanto, aos estudos, sem enrolação!

"Chamamos de angústia a sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma. Na moderna psiquiatria é considerada uma doença que pode produzir problemas psicossomáticos.

A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento,uma ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angústia através de lembranças traumáticas que dilaceraram ou fragmentaram o ego. Angústia quando a integridade psíquica está ameaçada, também se costuma haver angústia em estados paranóicos onde a percepção é redobrada e em casos de ansiedade persecutória. A angústia exerce função crucial na simbolização de perigos reais (situação, circunstância) e imaginários (conseqüências temidas)."

Fonte: Wikipédia.

++++ Texto recebi por email e levemente editado por mim. ++++

Isso só vai depender de você. Não existe tempo certo, não existe tempo mínimo ou máximo. Muitos candidatos fazem um erro fatal ao afirmar: "em 1 ano eu passo" e se não passar? Começa a culpar a tudo e a todos. Não há como definir em quanto tempo você será aprovado.

Esse "tempo" vai depender da qualidade da sua preparação, do tipo de concurso que escolheu, e até mesmo do seu ânimo no dia da prova.

O maior erro é se comparar aos outros. Não faça isso!! Se o vizinho passou na primeira prova, ou o outro colega está há 8 anos estudando e nunca passou, isso não significa NADA. Você é uma pessoa totalmente diferente e seu prazo para passar será diferente. Não deixe se influenciar pela boa (ou péssima) experiência dos outros. Os outros são os outros. Você que irá definir seu próprio método de estudo e prazo de sucesso.

Fulano teve "sorte" em passar? Definitivamente, não existe sorte ou azar. Podem cair questões que você considera mais fáceis ou difíceis, mas se você tiver preparado isso pouco vai importar.

Preparação é o caminho da aprovação!

É claro que existem fatores que, digamos assim, "aceleram" a sua aprovação. Vamos a eles:

1º fator de "aceleração" da aprovação é ter bem definido o que você quer. Já decidiu qual o concurso que quer prestar? Ótimo, já é um bom começo.

2º ponto importante é a avaliação constante. Refaça provas anteriores, simulados, exercícios etc. O importante é ficar verificando durante este fase como está a evolução dos conhecimentos adquiridos. A prova do concurso será simplesmente o reflexo do estágio de aprendizagem que você já sabe que está. O resultado nunca será inesperado.

3º ponto: não se compare com os outros, somente se compare com você mesmo! Este ponto é conseqüência do anterior: a cada prova, simulado ou teste que faça vá comparando com seus resultados anteriores, e veja como anda a sua evolução. Você está melhorando comparando com seus últimos resultados? Não importa se seus colegas foram melhores ou piores que você, o que importa é se VOCÊ foi melhor ou pior do que VOCÊ mesmo!

4º - Também é importante considerar o ritmo de estudo. Se você mantém um ritmo constante e crescente, seu tempo para passar será muito menor do que de outra pessoa que estuda, pára, volta a estudar, pára novamente e na verdade nunca entrou num ritmo constante e sério de estudo. Isso porque a cada "parada" o candidato perde muitos conhecimentos e volta alguns degraus para trás na sua caminhada.

5º - E por último, mas não menos importante, é lembrar que se você não foi aprovado no concurso que você tanto estudou isso não é motivo para desespero e desistência! pare depois da aprovação. Cada prova é um novo obstáculo que você está superando, cada prova levará você a um estágio superior de aprendizagem, deixará você mais preparado, mais confiante e capaz. Quando for o momento certo, você com certeza terá êxito no concurso desejado. O importante é não desistir até conseguir seu objetivo! Pode até perder uma batalha, mas não perdeu a guerra!


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ÁGUIA OU GALINHA. QUE TIPO DE CONCURSEIRO É VOCÊ?

Vale a pena ler o texto abaixo, de autoria do William Douglas.

Tem quem não goste do estilo dele, mas nunca é demais uma injeção de ânimo para perseverar nos estudos.

Só não vale gastar tempo demais lendo os textos motivacionais e ficando sem tempo para ler a matéria da prova.

Manter o foco é primordial - problema que eu tento combater e aceito sugestões que possam ajudar.

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"Prezado amigos,
É com grande alegria que trago boas novas:
Na quarta-feira, dia 12/03/2008, foi aprovado o Orçamento Geral da União para o ano de 2008. Com isto, a União está autorizada a contratar, ao longo deste ano, até 56.348 funcionários. São 40.032 vagas no Poder Executivo, 12.604 no Judiciário, 2.295 no Ministério Público e 1.417 no Legislativo.
Certamente, este era o pontapé inicial que faltava para que novos concursos em âmbito nacional começassem a surgir, o que, efetivamente, já aconteceu no dia seguinte à aprovação. Sem dúvida, o ano de 2008 promete ser muito promissor, por isto, vale a dica: comece a se preparar a partir de já!
Dois grandes teólogos escreveram livros com o tema a águia e a galinha, cada qual com lições distintas e muito interessantes: Frei Leonardo Boff (Ed. Vozes) e o pastor Jorge MLinhares (Ed. Getsêmani). Vou me valer de textos do segundo (LINHARES, Jorge. Águia ou Galinha? 27ª Ed. Belo Horizonte: Editora Getsêmani, Ltda. 2005. pp. 38-52), e em seguida comparar suas lições com o concurso público, convidando o leitor a descobrir-se "águia" ou "galinha"...
"Galinha é caça. Águia é caçadora." Você olha a matéria, os livros, as provas como alguém que vai lhe destruir... ou como algo que você vai caçar e vencer? "Galinha tem olhos laterais. A águia, não. Seus olhos são frontais." Animais que caçam (ao invés de serem caçados) olham para frente, para focar o que desejam.
Concursandos que ficam olhando demais para os lados, para os prazeres excessivos, para os problemas... não focam. Águias e ocomiseração não combina bem com a águia." E você, amigo, está esperando piedade alheia ou prefere reunir suas forçar para ir em busca do sonho?
"Galinha se alimenta de milho e restos. A águia, do alto, seleciona a presa, e desce como uma flecha sobre ela." Aqui vale o cuidado com a qualidade dos cursos que faz e dos livros ou apostilas que lê. Não se "alimente" de coisa ruim, pois faz mal! Isto também vale para suas conversas e companhias, para os programas de TV que assiste e tudo o mais que influencie sua mente e sua preparação. O lazer é essencial, mas um bom lazer.
Se você se negar a ter uma visão e um comportamento limitados como os de uma galinha, pode ter certeza que terá o melhor desta terra. Mas ainda há mais: "O ninho de galinha é feito de pena e capim. Da águia também. Mas sob o capim e as penas, retiradas do próprio peito, a águia coloca uma camada de espinhos."
Às vezes é preciso ter, ou ao menos se lembrar, dos "espinhos" para que não nos acomodemos e para que levantemos vôo. São os espinhos da vida, as necessidades, as contas, que algumas vezes nos impulsionam para a vitória. Não é raro ver pessoas com tudo a favor não passarem... talvez por falta de espinhos no ninho, e pessoas com "espinhos" conseguirem passar nos concursos. Não sei se os espinhos são as contas, doença, separação ou o que for, mas espinhos não são limitadores para as águias.
A galinha aceita ficar presa, a águia não. Algumas pessoas aceitam uma situação de "prisão", limitadora, enquanto outras ousam melhorar de vida. A galinha faz seu ninho ao nível do chão, sem pensar alto, coisa que uma águia não imagina. Ela voa, pensa e aninhase no alto, que é para onde se dirige sempre.
Enquanto há várias espécies de galinha, temos na águia uma espécie rara. Concursandos organizados, estudiosos e que fazem o que é o certo, são raros... e são os que passam, mais cedo ou mais tarde.
A diferença não é o que acontece com a águia ou com a galinha, mas como essas duas aves reagem ao que acontece com elas, como elas encaram sua existência e como lidam com ninhos, espinhos, alimentação, desafios etc. Por isso elas são tão diferentes.
O livro de Obadias, na Bíblia, diz "Se te remontares como a águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas..." (Capítulo 1, verso 4.). Este é o desafio: não importa como você foi até hoje, mas sim que se "remonte" como águia, que é o que você já é ou pode vir a ser. Para ser um concurseiro-águia, basta pensar e agir como um, pois "somos o que pensamos e fazemos".
Ponha seu "ninho" entre as estrelas: você merece"

(grifo nosso)

William Douglas é juiz federal com mestrado em Direito e pós-graduação em Políticas Públicas e Governo. Atua também como professor em cursos de extensão em Direito e preparatórios para concursos. É autor de vários livros com dicas para passar em concursos públicos.


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Os sete pecados concursais

Achei ótima essa idéia de trazer para este universo os "sete pecados".
Vamos a eles, com análise do William Douglas:

GULA
É a pressa de passar. Concurso não se faz para passar, mas até passar. E, para isso, é preciso um processo de maturação. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que a pessoa – se trabalhar direito – pode contar.

SOBERBA
Soberba é a arrogância, o achar que já é o "dr. sabe-tudo", o "rei da cocada", mal que atinge muitos candidatos bem preparados (e outros nem tanto!). Muitos candidatos inteligentes e bem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados, chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nas aulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.

PREGUIÇA
Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Contudo, eu sou meio preguiçoso, reconheço. Por isso sempre procurei técnicas de estudo para render mais e poder ter resultados de forma mais eficiente

INVEJA
A inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que os outros possuem ao invés de ir resolver a própria vida.

IRA
A ira representa deixar-se "estourar" pela enorme quantidade de fatos que até dão raiva mesmo mas que fazem parte do processo, do sistema: cansaço, carteiras duras (do curso e a sua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxas de inscrição abusivas etc. Haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não de virtudes...) Mas não adianta ficar irado. O jeito é estudar, pois um dia a gente passa, apesar de tudo.

LUXÚRIA
A luxúria é talvez o maior pecado: o lazer exagerado, as viagens, passeios, baladas e tudo o mais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo de estudar e treinar, bem como a chance de fazer isso no futuro, já nomeado e empossado.

AVAREZA
A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato que economiza nos investimentos necessários para ser aprovado e a segunda avareza, a pior delas, ocorre quando o cidadão é aprovado e deixa de utilizar o cargo, os poderes e competências dele para o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos) sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo o quanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade e entusiasmo


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Os Dez Mandamentos do Concurseiro - leia sempre

Primeiro: seja teimoso
É isso mesmo, seja teimoso, de preferência, muito, muito teimoso! Vista sempre como um defeito, a teimosia aqui é uma grande virtude. Vale mais do que nunca a velha máxima: “Em concurso público não se estuda para passar, mas até passar”.
Se esse é o seu primeiro concurso público, dê o máximo para passar na primeira, e não ter que ver toda a matéria de novo. Mas se já deu com a cara na porta, não se preocupe, não será o primeiro, quiçá o último. Continue tentando que um dia a hora chega. Mas se você já está na terceira, quarta, quinta tentativa, abra o olho, continue sendo teimoso, mas avalie se seu método de estudo está correto e dê especial atenção ao próximo mandamento.

Segundo: estude certo
Esse mandamento já foi tratado em artigo anterior intitulado “Reflexões“. Dizia, em linhas gerais, que o que mais importa é estudar certo, ao invés de estudar muito. Claro, não se está aqui dizendo que não seja importante estudar muito, mas isso não é uma garantia de aprovação. Porém, se você estudar certo, as chances aumentam muito, muito mesmo.
Estudar certo é fazê-lo com início, meio e fim. É conhecer a banca através da resolução de todas as provas anteriores. É manter a matéria toda o tempo todo fresquinha na cabeça e revisá-la a fim de chegar no dia da prova tinindo. Estudar certo passa necessariamente por prévio planejamento: estou neste ponto e preciso chegar àquele lá na frente. Então devo planejar meu estudo para atingir meu objetivo.
Planejamento é tudo. Bem me lembro de uma frase que o Comandante Rolin da TAM dizia: “não acredito em ninguém que não tenha uma agenda”. Também não se chega muito longe em concursos sem planejamento.

Terceiro: não arrume desculpas

Passar em concurso público é tarefa meio espinhosa, é verdade! Você terá que se esforçar para estar na grande lista dos aprovados. E isso exigirá bastante luta. Então não arrume desculpas do tipo “não tenho tempo”, ou “não gosto de Direito, Contabilidade etc”.
Aprenda a gostar. Isso mesmo, aprenda a gostar. Bem me lembro da época de infância (anos que não voltam mais!) quando detestava jiló, quiabo, angu e coisas assim, como (quase) toda criança. Mas minha mãe dizia: “Você não quer ser jogador de futebol? Então tem que comer essas coisas para crescer e ficar forte”. Sábias palavras! Não me tornei jogador de futebol, mas, pelo menos, cresci e aprendi que é importante aprender a gostar de certas coisas, mesmo que elas conflitem com nosso gosto pessoal, nossa preferência e, até mesmo, com nossa personalidade.
Ora, se você precisa de Direito, Contabilidade, Português etc, para passar em concurso, não tem jeito, aprenda a gostar dessas matérias, e esqueça daquelas desculpas esfarrapadas.
E aquela história de “não tenho tempo”. Bem, ou você arruma ou é melhor se dedicar a outra coisa. Não é preciso estudar dez horas por dia. Se só tem disponibilidade para uma, duas horas, é o bastante, desde que seja feito com maior espaço de tempo, mas não é isso que o impedirá de ser aprovado.
Definitivamente, esqueça as desculpas e bola pra frente.

Quarto: você pode passar sendo normal
Muita gente acha que aquele que passa em concurso público é gênio ou foi o primeiro da classe a vida inteira ou, no mínimo, é muito inteligente.
Bobagem, a aprovação vem com a persistência, a dedicação, a força de vontade, a teimosia, e não pelo fato de ser CDF. Claro, se o sujeito for dedicado e inteligente, melhor. Mas isso não impede que o que tinha ou tem menor facilidade no aprendizado garanta sua aprovação.
Lembre-se que a aprovação exige 10% de inspiração e 90% de transpiração.

Quinto: quanto pior melhor
Sua chance de ser aprovado é diretamente proporcional à sua necessidade. Quanto pior estiver melhor será para ser aprovado, já que lutará com ainda mais afinco, pois, em geral, deposita-se na aprovação do concurso a esperança de dias melhores, não é mesmo?
Quanto mais fundo no poço estiver, mais rápido sairá de lá. A saída, por mais profundo que seja o poço, é sempre por cima.
Você saíra dessa também.

Sexto: faça muitas coisas pequenas
Sim, não se preocupe em fazer pequenas coisas grandes, mas muitas coisas pequenas.
Você terá que estudar muitas matérias, é fato. Não se iluda que sendo fera em meia dúzia delas, e até mesmo nas de maior peso, isso será suficiente para passar.
Não, definitivamente, não!
Preocupe-se em fazer muitas pequenas coisas. A princípio, saiba um pouquinho de tudo. Seja um generalista. Garanta, hoje, a aprovação em todas as matérias.
À medida que o tempo passar, igualmente, vá agregando conhecimento em cada matéria, de pouco em pouco. São coisinhas pequenas que não doem, mas que funcionam.
Imagine que cada matéria seja uma caixa, de início vazia, mas que você tem de encher de conhecimento através de seu estudo. No dia da prova, todas devem estar preenchidas com pelo menos o mínimo para não ser reprovado. Assim, a primeira preocupação é com uma coisa pequena, o mínimo necessário para não estar fora. Dia após dia, você vai enchendo a caixa com mais conhecimento e mais conhecimento, até que a caixa esteja cheia.
Vale o velho ditado: “de grão em grão a galinha enche o papo”.

Sétimo: não complique o que é simples
Sabemos que a tarefa de passar em concurso público não é exatamente um passeio no parque, algo feito com enorme prazer e sem qualquer estresse, não é mesmo?
Parece como montar um grande quebra-cabeça. No início, você fica até desanimado com a empreitada, vê todas aquelas peças embaralhadas e sem qualquer conexão. Aí, prende a respiração e começa a execução. Mas, por mais empolgado que você esteja – e por mais habilidoso que seja – encontrará dificuldades, muitos percalços, naturalmente. A montagem do quebra-cabeça é tarefa de alguma complexidade, mas não só para você, todos a terão.
Então, se a tarefa já é complexa por natureza você não deve piorá-la, torná-la ainda mais árdua. Tente simplificá-la, na medida do possível. E aí me vem à cabeça minha Teoria da Cebola.
- Teoria da Cebola? Que diabos é isso? – perguntariam vocês.
Explico.
A cebola é uma... Bem, deixo essa tarefa para o Aurélio: “Erva bulbosa alimentar, da família das liliáceas (Allium cepa), de bulbo grande, solitário, subgloboso, formado de túnicas carnosas, exceto as exteriores, que são membranosas, coloridas ou não, e que tem odor forte e picante, sabor acre e adocicado, sendo usada como condimento.”
De tudo isso dito aí em cima só me interessa uma coisa para explicar minha “Teoria”: a cebola é formada de várias camadas concêntricas, o que o Aurélio chama “túnicas carnosas”.
Pois bem, imagine um observador olhando para uma cebola pela sua camada mais externa. Ele a vê de forma muito superficial, não conhece maiores detalhes sobre ela. Analogicamente, imagine que essa cebola seja uma matéria do concurso. Olhando de forma tal superficial, provavelmente, não será suficiente para a aprovação. Aí, então, você desnuda a 2ª camada. Passa a conhecer a cebola mais detalhadamente. Mas será suficiente? Possivelmente, não. Então você passa a 3ª, 4ª, 5ª camada... E vem a pergunta: tenho que chegar até aquela última camada para passar? Por outras palavras: tenho que ser um especialista em cada cebola, digo, em cada matéria?
A resposta é um sonoro NÃOOOOO.
Você não precisa disso para passar. A grande questão é descobrir, em cada matéria, quão profundo devemos ir. Com até que profundidade, por matéria, devemos nos preocupar é ponto crucial para estudarmos na justa medida de nossas necessidades, sem desperdício de tempo e neurônios.
Por isso, não complique o que já o é por natureza.

Oitavo: torne-se um chato
É preciso respirar concurso público, o tempo todo. Não que você só vá estudar, estudar e estudar. Mas deve estar ligado, antenado ao que rola ao seu redor.
Você não está perdendo tempo, mas fazendo um investimento para a vida inteira.

Nono: aprenda a escutar
Você tem uma boca e dois ouvidos - não deve ser por acaso. Logo, não contrarie a sabedoria da natureza. Fale menos, escute mais. Que tal começar por dar ouvidos àqueles que já passaram pelo que está passando agora?
Ou visto por outro ângulo: não dê bola para o que não importa. Você tem dois ouvidos para entrar por um e sair por outro.

Décimo: sonhe
Já se disse: “O que é um homem sem sonhos?”.
Respondo: nada.
Deseje, imagine, cogite, viaje, aspire, planeje, pretenda, projete-se, empenhe-se, queira, queira muito mesmo a aprovação.
Não deixe essa força que lhe impulsiona para frente perder sua força.
Sonhe, pois é possível passar.
Seja otimista, você chega lá.


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Mantras do concurso público

Eles começaram quase como uma brincadeira, em resposta à gentil denominação de "guru dos concursos", mas de fato representam grandes verdades que devem estar internalizadas na mente e na corrente sanguínea dos candidatos.

Eis aqui os mantras, ou as grandes verdades do concurso público:

1- A diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de tempo e trabalho.

2- Concurso não se faz para passar, mas até passar.

3- Concurso público: a dor é temporária; o cargo é para sempre.

4- Se você tem um plano, vai acabar executando-o; se você não tem um plano, o executado é você.

5- A vitória se alcança com a conjugação e equilíbrio da mente com o corpo.

6 - Não há felicidade delivery, você precisa ir buscá-la dentro de si mesmo e nas escolhas que você faz.

7- O concurso não é um obstáculo, o concurso é um caminho. (parafraseando Amyr Klink, que diz que "o mar não é um obstáculo, o mar é um caminho").

William Douglas (extraído do Correio Web)


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